Os estados civis reportados foram: solteiro
(60.4%), casado (27.7%), união estável (8.9%) e di-
vorciado (2.0%). Quanto ao nível de escolaridade
houve a seguinte distribuição, apresentada, aqui,
do mais para o menos frequente: ensino supe-
rior incompleto (48.5%), ensino médio completo
(20.8%), pós-graduação (9.9%), ensino médio in-
completo (7.4%), ensino superior completo (7.4%),
ensino fundamental incompleto (3.5%) e ensino
fundamental completo (2.0%).
O grau de religiosidade também foi avaliado
por meio de uma escala Likert de 5 pontos, va-
riando de “pouco” a “muito” religioso. De forma
geral, 14.3% informaram estar abaixo da mediana
amostral, exibindo um baixo grau de religiosidade
e 61.7% se apresentaram acima da mediana, infor-
mando ter um alto grau de religiosidade. Restan-
do 22.8%, os quais pontuaram no valor da media-
na. Quanto à percepção de classe social, dentre
aqueles que informaram, 31.8% percebem-se
pertencentes a classe baixa e 66.3% à classe mé-
dia. Por fim, os participantes reportaram, se sofre-
ram sim (37.6%), não (60.4%) ou não responde-
ram (2.0%); ou se presenciaram sim (63.8%), não
(33.2%) ou não responderam (3.0%) algum tipo
de violência conjugal.
Procedimentos
Foram respeitadas todas as normas éticas para
pesquisas com seres humanos exigidas pela Reso-
lução 466/2012. Os participantes foram recrutados
em ambientes públicos, a exemplo de praças, con-
figurando-se, assim, uma amostra por conveniência
(não probabilística). Nesses locais, os pesquisado-
res abordavam as pessoas que se encontravam no
ambiente, apresentavam a pesquisa, o objetivo da
mesma e o caráter sigiloso das suas respostas; além
de informar sobre o direito de parar de responder
os instrumentos a qualquer momento sem nenhum
tipo de dano ou prejuízo. Após discorrer sobre to-
dos esses pontos e sanar eventuais dúvidas, os par-
ticipantes que aceitaram colaborar com a pesquisa
emitiram seu parecer favorável assinando o Termo
de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). O tem-
po necessário para a conclusão foi de aproximada-
mente 15 minutos.
Análise dos dados
Para tabulação dos dados foi utilizado o progra-
ma SPSS, em sua versão 22, o qual auxiliou a exe-
cução de análises descritivas (medidas de tendência
central e dispersão), a fim de caracterizar a amostra;
correlação (r de Pearson), visando conhecer como
a crença sobre a violência conjugal se relaciona
com os valores humanos; e regressão linear múlti-
pla (Métodos Stepwise), a fim de verificar quais são
as subfunções valorativas que melhor explicam os
fatores da ECVC.
Correlação
A priori foi realizada uma análise de correlação
(r de Pearson), que teve como objetivo conhecer
as associações entre os fatores da ECVC e as sub-
funções valorativas; além de identificar aquelas que
são significativas para serem inseridas nas análises
de regressões, foco principal da presente pesquisa.
Os achados da análise de correlação podem ser vi-
Como pode ser observado, as subfunções in-
terativa, suprapessoal e existência apresentaram
correlações significativas e inversas com todas as
dimensões da ECVC. A subfunção de experimen-
tação, por sua vez, apresentou correlação, significa-
tiva e negativa, com duas das dimensões, a saber:
fator 2 (r = -.15; p = .02) e fator 4 (r = -.17; p =
Resultados
Análises Descritivas
Visando analisar os dados coletados no ques-
tionário sociodemográfico, foram realizadas aná-
lises descritivas, a exemplo, de média e desvio
padrão. Quanto ao perfil amostral, os participan-
tes (total de 202 sujeitos) tiveram média de idade
de 28.25 anos (DP = 10.33, variando entre 18 a 73
anos); sendo 66.8% do sexo feminino e 32.7 do
sexo masculino.
Actualidades en Psicología, 36(133), 2022.
17