Primeiro contacto com a unidade de cuidados intensivos pediátricos: papel do enfermeiro no envolvimento da família no cuidado
DOI:
https://doi.org/10.15517/wh66y021Palavras-chave:
Acolhimento, Criança, Cuidados críticos, Família, EnfermeirosResumo
Introdução: O internamento de crianças em unidades de cuidados intensivos surge de forma inesperada, tanto para a família, como para a criança. Os sentimentos de medo e incerteza dominam os primeiros momentos de contacto com esta realidade inesperada, o enfermeiro surge, neste contexto, como o elemento de ligação entre a família e o contexto.
Objetivo: Identificar as práticas utilizadas pelos enfermeiros na preparação e acolhimento do familiar para o contexto de cuidados intensivos.
Método: Estudo exploratório descritivo, de natureza qualitativa, com a participação de 26 enfermeiros a exercer funções numa Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos de um Centro Hospitalar, organizado em grupos focais, que ocorreram entre os dias 9 de maio e 8 de junho de 2019.
Resultado: Depois de organizados os resultados em categorias temáticas, a pesquisa permitiu identificar que, no primeiro contacto com a Unidade de Cuidados Intensivos, a fase de integração para o contexto passava pela apresentação do enfermeiro, pela tipologia de informação transmitida, pela apresentação da estrutura da unidade, pela apresentação do estado global do doente e pela desmistificação do contexto. Já relativamente ao acolhimento, os participantes no estudo consideraram este momento como marcante, condicionado pelas competências do enfermeiro, por uma avaliação inicial dos familiares e que obedece a requisitos próprios.
Conclusão: O primeiro contacto do processo de acolhimento, uma função do enfermeiro não delegável a outro profissional, sendo a preparação do familiar um processo contínuo iniciado do primeiro contacto com o serviço.
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Copyright (c) 2025 Tânia Filipa Cardoso Melo (Autor)

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