Banco de dados para Variabilidade da frequência cardíaca em repouso em mulheres idosas que praticam Tai Chi Chuan em comparação com controles que não praticam exercícios: um estudo comparativo transversal
DOI:
https://doi.org/10.15517/a4s3cn26Palavras-chave:
actividade física, pessoas idosas, saúde, Tai Chi ChuanResumo
OBJETIVO: O estudo comparou a variabilidade da frequência cardíaca em repouso (VFC) entre mulheres idosas que praticavam Tai Chi Chuan (doravante TCC) e mulheres do grupo de controle que não praticavam exercícios, com o objetivo de avaliar seu impacto na modulação autonômica cardíaca. METODOLOGIA: Vinte mulheres idosas foram divididas em dois grupos: praticantes de TCC (n = 10) e grupo controle que não praticam exercícios (n = 10). Os grupos apresentaram características basais semelhantes, incluindo a idade (TCC: 64,6 ± 3,3 anos; grupo de controle: 66,5 ± 7,3 anos), massa corporal (TCC: 60,8 ± 4,3 kg; grupo de controle: 65,5 ± 12,1 kg) e altura (TCC: 1,52 ± 0,07 m; grupo de controle: 1,50 ± 0,05 m) e IMC (TCC: 26,2 ± 2,7 kg/m2; grupo de controle: 28.9 ± 4.3 kg/m2). A VFC foi avaliada por meio de um monitor de frequência cardíaca e análise simbólica, com ênfase nos índices 0V% (atividade simpática) e 2ULV% (atividade parassimpática). RESULTADOS: Para a modulação simpática (0% V), o grupo TCC apresentou valores significativamente mais baixos no momento 1 (TCC: 28,7 ± 7,9 em comparação com o grupo de controle: 41,6 ± 8,6, p = 0,003, 95%CI: -20,74 a -5,07; d = -1,56) e no momento 2 (TCC: 27,0 ± 12,0 em comparação com o grupo de controle: 38,9 ± 11,7, p = 0,038, 95%CI: -23,09 a -0,72; d = -1,00), o que indica uma menor dominância simpática entre as praticantes de TCC. Em contrapartida, a modulação parassimpática (2ULV%) foi significativamente maior no grupo TCC tanto no momento 1 (TCC: 13,9 ± 3,5 em comparação com o grupo de controle: 10,6 ± 2,5, p = 0,032, 95%CI: 0,31 a 6,17; d = 1,08) e no momento 2 (TCC: 14,4 ± 3,5 em comparação com o grupo de controle: 10,5 ± 3,3, p = 0,021, 95%CI: 0,67 a 7,21; d = 1,15). CONCLUSÃO: Os resultados destacam os benefícios da prática regular da TCC, demonstrando seu potencial para aumentar a atividade parassimpática e reduzir a simpática, o que contribui para o equilíbrio autonômico e para uma possível proteção cardiovascular. Apesar de limitações como o tamanho reduzido da amostra e o desenho transversal, o TCC se destaca como uma intervenção não farmacológica promissora para a melhoria da saúde cardiovascular em mulheres idosas, sendo a análise simbólica uma ferramenta eficaz para identificar os padrões de regulação autonômica.
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Referências
Camilo Pereira, L., Barbosa de Lima Pinto, J. C., de Caldas Honorato, R., Mohamed Elsangedy, H., & Fonteles, A. I. (2026). Variability in resting heart rate in older women practicing Tai Chi Chuan versus non-exercising controls: a cross-sectional comparative study. Pensar en Movimiento: Revista de Ciencias del Ejercicio y la Salud, 24(1), e741. https://doi.org/10.15517/ke199s42
