Resumen

Objetivo: Analisar os aspectos epidemiológicos da COVID-19 nos profissionais de enfermagem brasileiros. Metodologia: Estudo transversal e quantitativo, com base em dados secundários de domínio público, do Observatório de Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem. Os dados foram coletados em novembro de 2020 e importados para a versão STATA 12.0. Foi realizada uma análise estatística descritiva, com números absolutos e medidas de freqüência. Resultados e discussão: 38.628 profissionais de enfermagem com suspeita de COVID-19 foram relatados, 52,4% com diagnóstico confirmado e predominantemente técnicos (62,9%). A faixa etária predominante entre os mortos era mais alta (41 a 60 anos) do que entre os infectados (31 a 40 anos), enquanto o sexo feminino era quantitativamente dominante em ambos, apesar da maior taxa de casos fatais entre os homens (4,5%). A mortalidade / 1.000 profissionais era alta no Amapá, Acre, Mato Grosso e Rondônia. O pico no número diário de casos novos (525) ocorreu em julho de 2020, enquanto que o número de mortes (18) ocorreu em setembro, mês em que houve uma tendência de queda na variação da taxa de crescimento da média móvel entre os casos novos, o que não é evidente na variável da média móvel entre as mortes. Este cenário tem uma forte relação com as condições precárias de trabalho, falta de EPI, sobrecarga física e emocional e os resultados da rápida contratação e qualificação para a gestão de pacientes com COVID-19. Conclusão: A compreensão da situação de vulnerabilidade experimentada por esses trabalhadores no contexto da pandemia revela a necessidade de concentrar ações de saúde eficazes voltadas para esse grupo.

Palabras clave: Infecções por Coronavírus, Enfermagem, Condições de trabalho, Mortalidade